sexta-feira, dezembro 09, 2005

Mein Kampf

Hoje, venho aqui falar de liberdade de expressão e de individualidade, o que pode parecer não ter muito a ver com o título do post, mas, na realidade, está completamente relacionado.

Ontem, numa reportagem de um canal de notícias nacional, constatei que ainda não existe uma versão portuguesa do livro de Adolf Hitler, Mein Kampf. A que se consegue encontrar por cá, é uma versão brasileira, da editora Centauro. È triste. Mas mais triste ainda, é a pressão feita por certas entidades e grupos de pessoas, para que as livrairias do nosso país (supostamente livre de censura desde 1974) não vendam o dito livro.

Ora, então expliquem-me lá, que eu acho que não estou a apanhar bem a coisa. Isto não é um país livre? Não se permitem edições de livros escritos por Marx, Engels, Castro e Guevara (entre tantos outros...)? Ia jurar que o Che escreveu um manual de guerrilha que se vende livremente por aí. Parece-me ser suficientemente ridículo, numa nação livre, não serem permitidos os partidos políticos de extrema direita. Agora... fazer um pé-de-guerra por causa de um livro? Este livro, tenha lá o conteudo que tiver, não é de leitura obrigatória para ninguém. Que eu saiba, também não é oferecido. Como tal, só o lê quem quer, certo?

Sejam crescidinhos. Não façam de liberdade apenas uma palavra vazia. Respeitem todo o seu significado. Foi feita uma revolução para acabar com este tipo de merdas, mas parece-me que estamos a voltar ao passado. Isto é um país livre, cada um sabe de si. Respeitem para serem respeitados.

Bom fds.

Comments:
Finalmente, começas a tomar juízo. Se quiseres, empresto-te o dvd «Triumph des Willens», que surgiu em português como «O Triunfo da Vontade», realizado pela nossa amiga Lenni.
 
Es um abusador...
 
Discordo e discordo. Não concordo que se meta no mesmo saco um livro e um partido político. A liberdade para a publicação do livro existe e ainda bem. A liberdade para os partidos de extrema direita é outra e ainda bem. A liberdade de que falas tem que nos assistir enquanto cidadãos livres e livres de preconceitos. O papel da liberdade é preservar a boa convivência e o respeito entre todos apesar da virtude das diferenças. É proteger-nos de tudo aquilo que ameaça e põe em risco o direito a essas mesmas diferenças. Se a liberdade tem regras é porque estas são essenciais ao seu bom funcionamento.
 
ó xiquinho, que raio d liberdade é essa com umas regras maradas em q escolhem o q eu quero ou nao ler?????
 
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