terça-feira, maio 17, 2005

Breve Crónica de uma Super Mini no Alentejo

Para a Ni, para a Rita e para a João.

Beja, 5 de Maio, 10 e tal da noite ( 9 e tal? É capaz, não sei bem.. ). Chego à 22ª edição da feira anual da cidade alentejana durante o jogo das lagartixas contra os holandeses – e eram muitas, mas suspeito que tão numerosa presença fosse devido ao tardar da hora, pois o sol já não as obrigava a estarem escondidas debaixo das pedras, onde pertencem - ainda a tentar recuperar de uma viagem feita pelas estradas nacionais em condições peculiares, com duas horas de sono e sem meter nada no estômago desde as 4 da manhã dessa madrugada ( quem não está a par do fenómeno Espiga, é só ler os post sobre a mesma ), e quando dou por isso… já estava a dar continuidade á festa! Fui juntar-me a uma comitiva já presente, levado por uma motivação extra, a única capaz de me fazer empreender tal jornada em condições tão adversas ( fui ter a Beja sem pensar duas vezes mas teria ido ter á China ou a paragens nipónicas, se fosse caso disso ).

A comitiva era uma bela turma – A chefe ( chefe é chefe, não se fala mais no assunto! ); um lagarto em altas, no limite do seu orgulho e do nível de álcool no sangue ( que viria a ser substituído por um outro lagarto, este segundo bem mais comedido ); duas melgas, que até são bastante simpáticas, e digo isto mesmo depois de as ter visto dias inteiros a chatear tudo o que era gente ( tudo o que mexia era alvo, Primeiro Ministro incluído! ); e aquele que foi, sem a mínima dúvida, o personagem mais clássico que conheci nos últimos tempos – o Júnior! O Júnior é um brasileiro de considerável arcaboiço, tipo armário, com uma particular falta de gosto para escolher a indumentária ( quando não parecia um gangster de terceira categoria, vestia-se como o pior dos domingueiros num qualquer Domingo de Agosto…), e que aliava á farpela escolhida os seguintes itens – dois belos cachuchos, um em cada mão; uma pulseirona-tipo-dealer, bastante ostensiva ( quase ofensiva ); uma corrente dourada ao pescoço, com respectivo crucifixo e, qual cereja-no-topo-do-bolo, a acompanhar tudo isto, a respectiva boina ( tipo Virgul, dos Da Weasel – aquelas á dread! ) ou bonezito piroso, do piorzinho que vi por aí.

Mas este personagem era simplesmente um fenómeno – ele gosta de pimba brasileiro ( Banda Eva e similares ) e fez questão que, de Beja a Serpa, todas as pessoas soubessem disso, tal era o volume em que ouvia essas barbaridades enquanto conduzia a sua poderosa furgoneta ( as 2 viagens que fiz no dito transporte foram bem distintas – de uma mal me lembro, e da segunda morro de vergonha só de me lembrar, tudo por causa do som a bombar, que me fez tentar afundar dentro do banco para evitar ser visto – não que tenha alguém conhecido nessas paragens, mas mesmo assim…). Ele é também o rei dos machos, o principal mesmo – o tipo conseguiu meter-se com todas as mulheres da feira! Fossem elas novas, velhas, magras ou gordas, giras ou feias! Nem as que estavam acompanhadas escaparam, mas a que mais sofreu foi uma das melguinhas da comitiva, que foi massacrada dia e noite, durante o tempo que por lá estivemos! A juntar a tudo isto, a borrar definitivamente a pintura, o homem é daqueles heróis que tudo fazem e acontecem, daqueles que já viu tudo e que já foi a todos os sítios, daqueles que têm sempre uma história para contar, seja qual for a situação… e muita história ouvi eu, ao ponto de considerar que se calhar ouvir a Banda Eva aos berros não era uma coisa assim tão terrível! Ele falar, fala - e fala por um batalhão! Agora se aquilo tudo não é só conversa, se faz mais do que isso…

Facilmente se pode concluir que a viagem teria valido a pena só para conhecer o Júnior, mas houveram outros pontos de interesse. Atentem – O excelente bazar de artesanato russo ( que o Jójó tinha adorado se lá estivesse ); descobri que o Horseball não é bom nem é mau – é uma merda!; os chupas de Cannabis ( não fazem aquele efeito especial, mas dão pra entreter! ); a comida, tanto a produzida na base da comitiva como toda a que estava espalhada pela feira; a companhia foi muito boa, tudo gente bem disposta ( fraquinhos no que toca a saídas, mas tudo sangue bom! ) e… e mais não digo, senão tenho aí o Joanssen á perna, a dizer que eu sou lame e que este respeitável blog está a ficar lamechas ( e além disso, vocês não têm nada a ver com a minha vida, cambada de alcoviteiras! ). Ah, ainda consegui ver um bocado do concerto dos Blind Zero mas, sinceramente – e gostos aparte, quem os viu e quem os vê. Não são maus, mas a energia dos primeiros anos de banda já lá vai, e se tecnicamente estão melhores, ao vivo são uma banda pálida e inexpressiva, sem garra. Já não cativam, perderam a graça.

Tive a infelicidade de dar de caras com a Ana “Frota” Afonso logo na primeira noite. Sem me querer alongar no tema, porque não vale a pena relatar as tristes figuras protagonizadas pela celebridade, fico-me com esta – a dita senhora, que de senhora não tem nada, é White Trash, do pior mesmo. E mais não digo, porque não é preciso.
Além disto, de mau só mesmo o excessivo calor ( tipo uns 30 graus á sombra, pelas 11 da manhã – e ainda estamos em Maio! ), o Penafiel - que me ia estragando a noite de Sábado, a música – de dia os cantares alentejanos, sem pausas para respirar, e á noite uma batucada infernal em tudo o que era quiosque ou tenda, e a longa distância a percorrer entre casa e a feira, que desmoralizava um bocado as tropas, principalmente, quando após um dia de pé ao sol, era necessário gastar uma hora de estrada para se poder ir dar uma volta á noite. Mas isso foram pormenores que pouco nos afectaram.

Resumindo: foram uns dias em altas, a repetir, sem sombra de dúvida!

Comments:
Não poso acreditar que foste ver um jogo de horseball. É que isso é provavelmente a cena mais abetalhada que podias ter feito. Quanto à dita Ovibeja, se calhar é defeito profissional, mas que tal uma referência aos animais que dão o nome ao evento, e a outros semelhantes que por lá andam?
 
Havia lá disso? Não vi. Não me aproximava de nenhum dos pavilhões em que o cheiro a merda/estrume passasse a porta de entrada. E vaquinhas vi, estava lá a Ana Afonso! E vi outros animais, estavam para lá carrads de betos! Chega? Estes contam?

Quanto ao Horseball... Shame on me, mas sabes de quem é a culpa, não sabes? Fala com ela, diz-lhe que não posso ser visto nesse tipo de ambientes, que tenho uma reputação a manter!
 
ias à china .ias ..ias !!!
 
Só te metes em ballets maior..
Isso é festa pa betos.. tipo fexpomalveira mas com um cheiro a merda mais intenso!
 
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