segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Let´s talk about Lagwagon

Depois de ler a crítica de Live in a Dive de Lagwagon, no Y, tenho que vir aqui dar mais uma achega ao sr. Pedro Rios. Continua a não ser nada pessoal, não tenho nada contra o senhor, mas o modo impreciso como escreve sobre certos pormenores começa a irritar-me. Como não dá para excluir gostos, nem opiniões pessoais, e como cada um vai puxar sempre a brasa a sua sardinha, fica aqui a minha contra-crítica á crítica.

Nas primeiras linhas, podemos ler que os Lagwagon são “Pioneiros da vaga de Hardcore melódico”? Coitados dos Bad Religion, dos Nofx, Pennywise e de outros menos afamados, que só devem ter começado a editar discos após os Lagwagon ( em caso de duvida, é só verificar a definição de pioneiro no dicionário ). O Suffer dos Bad Religion é, meus senhores e minhas senhoras, apenas uma lenda! Nessa crítica, diz que a carreira dos Laggies está bem representada, á excepção de Duh. Concordo parcialmente. Mas... e o Let´s Talk About Leftovers? Não existe? Parece-me que houve alguém não fez os trabalhos de casa! Acerca da bateria “non-stop” de Dave Raun, que “pouco mudou ao longo de 14 anos”, fiquei intrigado. Será que o sr. Rios nunca ouviu o album Blaze? Não deveria o sr. jornalista saber que Raun não é o baterista original de Lagwagon, e como tal, não é possível julgar os últimos 14 anos de trabalho deste senhor na dita banda? E não são precisos anos de conservatório para notar uma percéptivel diferença do baterista anterior para este. Não me leve a mal, mas se o senhor não nota diferenças deste tipo, é possível que esteja na profissão errada.

Depois vem a dica de que Mister Bap e The Chemist pouco acrescentam ao que se conhece do grupo. Como é que é possível julgar aquelas duas músicas da mesma forma? Uma é palhaçada nítida e a outra segue uma linha iniciada em Blaze ( linha essa que, em termos de composição, dá pontapés no cu a quase todas as outras músicas de Lagwagon– agora se se gosta mais de umas do que de outras...), provavelmente é até uma sobra de estúdio- como Status Pools, e não é suposto que acrescente o que quer que seja ao que quer que seja. Do destaque feito para a produção e mistura do album também me ficam algumas dúvidas. A guitarra de Chris Rest, em várias alturas, pura e simplesmente desaparece ( ou anda muito perto disso! ). Sendo um excelente album ao vivo, a mistura tem falhas nítidas. Não comento a nota dada ao disco ( 6 / 10 ), isso já mete gostos ao barulho, e cada um tem os seus. Eu dei nota 9 de consciência tranquila, e expliquei porquê. Voltava a dar outra vez, porque o disco está nos três melhores albuns ao vivo que já ouvi ( se calhar sou eu que não oiço muita música, não sei... ).

Não quero começar qualquer tipo de guerra, mas também não estou aqui a falar por falar. Tenho conhecimento de causa, porque quando não tenho fico caladinho ( ninguém me vai ver fazer crítica ou contra-crítica a albuns dos Madredeus, da Björk ou dos Cypress Hill ). Compreendo que o sr. Pedro Rios escreve para muita gente, como tal não pode escrever de qualquer modo, e que tem limites impostos por um patrão ( limitação de caractéres, de vocabulário e outras tretas do género ) mas mesmo assim, acho que é necessário ter atenção ao que escreve, para não enganar quem lê. Não tem que escrever com amor á camisola, mas seja exacto e fidedigno a passar a informação ao leitor. Faça bem o seu trabalho, é pago para isso. Um bem haja para si.

Comments:
Não ligues a esses gajos maior!
Não percebem nada de nmusica e tem esses cargos quase de certeza com cunhas á mistura.. por outro lado tambem acho que não lhes convem nada que um album de punk rock tenha gtrande nota ou destaque num tabloide português.
Só manhas..
 
É com imenso prazer que anunciamos, para o próximo dia 15 de Agosto de 2005, um segundo concerto da banda irlandesa, no mesmo local. Para evitar eventuais confusões, informamos desde já as condições de venda de bilhetes para o referido evento. Esperamos também que terminem assim, de uma vez por todas, as especulações e acusações de que fomos alvo enquanto entidade promotora do evento.

Serão colocados à venda 49.000 bilhetes, nos seguintes canais de distribuição:

a) ATM’s, vulgarmente apelidados de "Multibanco" - 3 bilhetes;

b) Sócios da União Desportiva Recreativa e Cultural de Santiago do Cacém, com quotas em dia e que já tenham representado a colectividade em provas a contar para um qualquer Campeonato Nacional de uma qualquer modalidade das que se praticam no clube, poderão levantar até ao próximo dia 12 de Maio uma rifa que os habilitará a um sorteio de 6 bilhetes;

c) 3.000 bilhetes na Adega Típica "A Mariquinhas", ao Bairro Alto, que serão vendidos nos próximos dias 21 dos meses de Abril, Maio e Junho. A venda neste ponto será efectuada mediante o rebatimento de 200 pontos no seu cartão de cliente desta popular casa da noite alfacinha. Relembra ainda a gerência que neste momento decorre uma promoção que consiste no seguinte: Por cada copo de três, a partir da dúzia, os pontos valem a dobrar;

d) Santa Casa da Misericórdia de Vila Real - 3 bilhetes (entrar em contacto com o Padre Américo);

e) restantes bilhetes nos CTT nas seguintes condições:

1 - envio de 2 cartas de 85 gramas para o Hemisfério Sul (em alternativa 1 carta de 250 gramas para os EUA e/ou o Brasil);
2 - comprovativo da aquisição de 1 pack de 6 envelopes almofadados de variados tamanhos;
3 - apresentação de 500 TLP Card (nenhum repetido) e de 20 Credifones;
4 - apresentação de cartão de membro do "Clube de Amigos do Selo e do Postal do Séc XIX" (condições de adesão disponíveis em todas as lojas dos CTT);
5 - apresentação da Caderneta Militar de um familiar directo, que comprove a sua presença no Corpo Expedicionário Poruguês, nas Ardenas, durante a Grande Guerra;
6 - apresentação de um "Postalito" (mascote dos CTT a lançar até ao fim do próximo mês de Março).

Para aceder ao recinto do concerto, não devem esquecer os portadores de bilhete que só serão admitidos, para o interior do mesmo, todos os que se apresentem com uma camisa Ralph Lauren, um sobretudo Burberry’s, uma saca de cimento Cimianto, um chapéu da McDonald’s, ténis Sanjo, um azulejo da colecção "D.Duarte" da Fábrica Irmãos Alves, óculos escuros Arnette, 2 volumes de cigarros Davidoff, calças de ganga Levi’s e na altura devem apresentar o cartão de pontos da Chicco, para serem rebatidos 80 pontos.

Esperamos que desta forma se evitem mais confusões e que tudo decorra conforme os desejos de todos quantos reclamaram, justamente, mais esta oportunidade.

Muito Obrigado e um bom concerto a todos,

(assinatura ilegível)
Ritmos & Blues"
 
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