segunda-feira, janeiro 10, 2005

De volta ao Punk Rock Show!

Depois de uma semana sem falar de música, pois outros valores falaram mais alto, esta semana volto a carga com a garra toda. Assim, e antes de anunciar as minhas escolhas para os melhores e piores do ano, venho aqui falar, mais uma vez, dos senhores que escrevem certas críticas para certos orgãos de comunicação social.

Antes de partir para o ataque, saliento que sei que é complicado, por vezes, não misturar a emoção com a razão, e não é fácil ser totalmente imparcial em relação a certas bandas ou certos cds, mas certas críticas que leio, passam os limites do bom senso. Como abomino o Blitz (que passou de jornal para teens malcriados para uma edição pseudo-intelectual, onde se elevam sempre os mesmos nomes, e onde se bate sempre nos mesmos ceguinhos!), e encaro a Rock Sound quase como leitura de wc, costumo apostar no suplemento Y, para me manter informado sobre as novidades do mundo da música.

Se bem que por vezes não concordo com o que leio, tenho pelo Y uma especial estima, pois, do meu agrado ou não, as opiniões expressas nos textos são, geralmente, bem fundamentadas. Mas certas coisas passam o limite do aceitável, e quando vejo a mesma pessoa a fazer o mesmo tipo de crítica, consecutivamente, fico chateado, com certeza que fico chateado! O senhor em questão dá pelo nome de Pedro Rios, e além de colaborar com o Y, é também colaborador no Bodyspace (site recomendado pelo Mini Sagres para todos os apreciadores de boa música, se ainda não conhecem, toca a carregar no link!), e que deveria ser jornalista (?) do Blitz, pois gosta de bater sempre na mesma tecla.

Não somos obrigados a gostar todos do mesmo, e a liberdade de expressão permite que se diga bem ou mal de qualquer coisa que nos apeteça, isto são factos incontestáveis. Mas parece-me que, estar bem informado sobre o que estamos a falar, é, na pior das hipóteses, algo de essencial, especialmente se tivermos que fazer uma critica acerca de um disco, pois convém termos algo que nos sirva de referência. O senhor Rios (que não conheço, e, como tal, não tenho nada de pessoal contra ele), escreveu críticas sobre três dos últimos lançamentos do universo Punk, curiosamente todos editados pela Fat Wreck Chords, já pertinho do final do ano que passou. Ele transmite aos leitores o seu ponto de vista, que foi nos 3 casos, pouco abonatório para as edições em questão, mas até aqui tudo bem, cada um mija com a sua.

Agora existem certas questões que não entendo, o senhor Rios tem certos tiques que não compreendo. Ou não gosta de Punk Rock e seus derivados(o que é legítimo, ninguém é obrigado a gostar), e dá-lhe especial gozo bater em todas as bandas do género, nacionais ou estrangeiras, boas ou más, ou então não tem bagagem para escrever sobre o assunto, pois são muitos os tiros no pé que dá, especialmente quando se refere ao passado das bandas que critica. Quando não faz isto, limita-se a relatar factos do conhecimento geral de todos, que o mais leigo dos seres não precisa de (re)ler, por tão óbvias serem as informações dadas. E aqui o assunto passa a ser mais grave, pois este tipo de contra-informação pode induzir em erro todos aqueles que desconhecem o trabalho das bandas, e que poderiam estar interessados em conhecer.

Se ao mais recente albúm de Sick of it All, uma edição de lados B e raridades, é dada uma justa nota 6 (em possíveis 10), isto apesar do texto sofrer de ausência de conteúdo útil, fica a sensação de estarmos a ler uma definição mais do que mastigada do que é o NYHC, escrita a medo, por alguém que não tem bem a certeza do que está a fazer, nas criticas a Exile in Oblivion, dos Strung Out, e ao mais recente avacalho dos Me First and the Gimme Gimmes,o senhor espalha-se a sério, e deixa-nos pérolas que são, no mínimo, dignas de figurar no melhor anedotário do jornalismo (?) nacional.



A desgraça começa na avaliação do último album da banda de Jason Cruz, que é apontado como radio friendly ( o que não tem nada de mal, apenas o facto de ser mentira), a”(...) piscar o olho á MTV”. Será que o homem ouviu o mesmo cd que eu? Está a falar mesmo de Strung Out? Será que ele conhece mesmo a banda de que fala, a qual apelida de Emo? Por esta altura, quem conhece o som e a atitude dos Strung Out já se está a rir de certeza, pois tanto disparate junto só pode dar em gargalhada.



Aos MFATGG, o senhor dá uma nota 4 ao mais recente album, uma paródia tipica dos hombres, que é um manual de instruções de como arruinar um suposto album ao vivo. E agora pergunto eu (outra vez), será que o senhor conhece aquilo de que está a falar? Quem é, e o que fez este senhor, de proveitoso e de notável na musica, para mandar bitaites a dizer que aquele tipo de brincadeira nunca devia ter passado para disco? Quem é ele para dizer que as versões de Beats e de Led Zep foram assassinadas (se tivesse conhecimento de causa, saberia que o homicidio de certas musicas é prática corrente para aqueles lados, e totalmente intencional!). Por estas pequenas coisas podemos avaliar o resto do texto.



Nem vou pegar na critica aos lusos Starvan, mas acrescento que ele poderia ter apenas escrito a palavra incompetentes, não era necessário gastar espaço a rebaixar os rapazes. Também não vou pelas citações, prefiro desafiar quem ler isto a pegar no dito suplemento, a ler as criticas em questão, e daí tirar as suas conclusões. Na minha opinião, que vale o que vale, defino as criticas aos cds que mencionei, com uma frase da personagem Marreco, do filme Cidade de Deus – “Só fala merda!” Tenho dito!

Comments:
Olá minisagres,

fala o Pedro Rios. Obrigado pelo post que disseca a minha actividade numa edição do Y.

Vou responder por tópicos a certos pontos do post que acho que merecem:
- emoção/razão. Na crítica (musical, de cinema, literária), para além dos factos biográficos e de contexto da obra, tudo é subjectivo aos ouvidos/olhos/cérebro de quem ouve;
- jornalista (?). Um crítico musical não tem que ser jornalista. Curiosamente, também o sou. Porém, nas críticas sou meramente um opinador, tal como também o és aqui no blogue ou na conversa de café;
- bato na "mesma tecla" quando acho que é sempre a mesma tecla. Faço-me entender: muito do punk rock actual, que parece ser a dama deste blogue, é, no meu entender, um objecto formatado. Não que não goste de pop-punk ou hardcore melódico - Green Day, NOFX, Ramones (sim, paizinhos do pop-punk), Bad Religion , Pennywise, Descendents, Rancid estão entre as minhas bandas favoritas. Cresci a ouvir muito hardcore melódico, escola Fat Wreck, Bad Taste e Epitaph. Simplesmente fartei-me dos mesmos clichés e são raras a excepções que mostram ser capazes de os evitar;
- se escrevi sobre discos da Fat Wreck, não se trata de nenhuma conspiração anti-punk rock. Simplesmente chegaram-me às mãos e tratei de escrever sobre eles. Podia evidentemente ignorá-los, como muita imprensa faz ao punk rock;
- não sei como consegues ver em 1200 caracteres que não sei o que é o NYHC. Contexto? www.google.com. Não cabe grande coisa em 1200 caracteres;
- a crítica a Strung Out até foi relativamente elogiosa. "Radio friendly" é uma simples referência à melodia fácil (não é crítica, atenção) dos SO. Vais-me dizer o que posso entender por "radio friendly"? Os Ramones são "radio friendly". O facto de não passarem na rádio não quer dizer absolutamente nada;
- já acompanhava o trabalho dos MFATGG. Este disco não me divertiu minimamente. Obviamente que os MFATGG querem "destruir" aquelas músicas. Isso está na crítica quando falo em "iconoclastas". Admito que ao vivo deve ser uma festa. Em disco, é um tédio. Mas é a minha opinião, obviamente. Não há imparcialidade possível no sono que um disco nos dá;
- que crítica tens a fazer ao texto sobre Starvan? Era obrigatório gostar?

Adicionei-te no msn. O Miguel Arsénio deu-me o teu contacto. Podemos discutir isto melhor lá se quiseres.

Cumprimentos,
Pedro Rios
 
Caro blogger,
Venho por este meio declarar que o problema do Pedro Rios reside precisamente no facto de este jornalista ser um punk mal-cheiroso e de ser demasiado benevolente com estes subprodutos nojentos e o catano. Ou então talvez esteja a escrever isto só porque este post é ridículo. Não sei. Nunca soube. Eu nunca sei estas coisas. Mas não faz mal.
Só não me fartei de rir com as tuas palavras porque não costumo rir sozinho. Só às vezes.
E gosto do nome do teu blog. Sempre fui da opinião que a mini da Sagres é a melhor invenção de todos os tempos e arredores ou uma coisa assim parecida. É como falar com Deus. E eu sou agnóstico, por isso podes ver como é bom.
Sem mais delongas,
Despeço-me com cordialidade,
rodnog
 
Ao abrir este blog, logo abaixo de onde diz "Mini Sagres Online", estão bem explícitos os objectivos deste blog. Além disso, e como o meu fair play as 2as é praticamente inexistente e a minha paciência é nula, este é o meu blog, onde digo o que quero, sobre quem quero e utilizando as palavras que quero. Mesmo assim, agradeço o comentário explicativo, pode ser que alguem fique mais esclarecido, eu vou continuar a mijar com a minha.
 
PS: A dama deste blog é a Eliza Dushku, pensei que dava para perceber isso. ;-)
 
E eu a pensar que íamos dialogar ou trocar argumentos.
 
E vamos. Só que o meu tempo para estar no msn hoje, não foi, de todo, o pretendido. Fica aqui a minha palavra de que assim que te encontar no msn com tempo para falar sobre o assunto, eu não me acanho.

Quanto ao meu comentario acerca do teu comentario - isto é um blog, nem tudo o que les é para ser levado a sério. Nem foi nada pessoal, pensei que dava para entender isso.

AS MINHAS DESCULPAS E ATÉ BREVE
 
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